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Teoria das cores II – Síntese aditiva e subtrativa

Postado por Mariana Leal 3 Comentários

Agora que você já conhece o fenômeno físico da cor, é hora de conhecer as escalas responsáveis por organizar e dispor as cores em círculos cromáticos. Utilizadas no dia a dia com finalidades bem diferentes, muitos ficam em dúvida quanto a melhor escolha para seu trabalho. Isso porque cada uma delas possui características e objetivos próprios, fazendo com que a escala utilizada para a impressão da capa de um livro, por exemplo, seja diferente da utilizada para o banner de um site. Saiba como e quando usar cada uma delas:

RGB ou síntese aditiva

Como explicamos no post anterior, a cor é o resultado da interação da luz com um prisma. A escala RGB é formada pelas três cores que predominam no processo de refração: vermelho, azul e verde. As iniciais destas cores, em inglês (red, green e blue), formou a sigla. Como a cores são definidas pela interceptação da luz, essa é a escala utilizada em mídiais digitais, quando o resultado aparece através de televisões e monitores. É também a escala padrão para programas como o Photoshop, embora isso possa ser alterado facilmente.

O RGB também é chamado de síntese aditiva, uma vez que as cores são somadas para formar outros tons. Das cores primárias é possível obter, por exemplo, o magenta, amarelo e ciano, cores secundárias na escala RGB. O resultado da união de todas as cores é o branco, como vemos na imagem abaixo:

CMYK ou síntese substrativa

A escala CMYK é utizada para trabalhar com pigmentos, portanto é essa escala que você deve escolher para trabalhos com aplicações de tintas, como os impressos. É chamada de síntese substrativa, pois, ao contrário do que acontece na escala RBG, as cores são formadas através da subtração de luz. Logo, quando adicionamos todas as cores em escala CMYK, o resultado será sempre o preto.

A sigla é composta pelas iniciais em inglês das cores primárias nessa síntese: ciano, magenta, amarelo e preto. Em inglês, a sigla utiliza a letra K (de “key”) em referência ao preto. Além de evitar uma confusão com o RBG, onde a letra B representa o azul, a terminação remete a “key plate”, nome dado a placa que continha a cor preta e apresentava grande riqueza de detalhes. As cores secundárias dessa síntese são o azul, verde e vermelho. Confira:

Adotado também em impressoras e gráficas, este sistema permite formar grande número de tons com a mistura das cores. Embora a soma delas resulte no preto, a utilização da cor separadamente é muito mais prática. Além de baretear o custo da impressão, isso evita que o papel fique enrugado por excesso de tinta e demore a secar. Pronto, agora você já conhece as duas escalas principais e sabe como diferenciá-las no seu trabalho. Até a próxima!

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